A maioria dos brasileiros descarta a interferência de outros países na eleição deste ano, aponta pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (28). O levantamento mostra que 51% dos eleitores não veem chance de ação estrangeira, enquanto 41% consideram a possibilidade real.
A percepção de ameaça recuou na comparação com a rodada de 14 de agosto, quando 45% dos entrevistados viam risco de interferência externa no pleito.
A mudança de visão atingiu os dois campos políticos consultados. Entre os eleitores que não apoiam Flávio Bolsonaro (PL), o grupo que rejeita a ideia de ingerência estrangeira subiu de 43% para 51%. No eleitorado bolsonarista, essa taxa avançou de 31% para 43%.
O estudo também mediu o receio sobre potências globais. Em relação aos Estados Unidos, 42% afirmaram não ter “nenhum medo” de influência sobre o país após as urnas, 39% disseram ter “muito medo” e 16% apontaram “algum medo”.
A preocupação com a China divide o eleitorado de forma inversa: 42% relataram “muito medo” de o governo chinês passar a mandar no Brasil, 39% não têm “nenhum medo” e 17% manifestaram “algum medo”.
Encomendada pelo jornal O Globo e pela TV Globo, a pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-06520/2026.
Com informações de Tribuna do Agreste.
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