Tag: SUS

  • CFM faz webinar sobre obesidade infantil e tratamentos no SUS

    O Conselho Federal de Medicina realiza, na tarde de 2 de outubro, o 1º Webinar de Endocrinologia Pediátrica para debater estratégias de enfrentamento à obesidade infantil e o acesso a tratamentos de alta complexidade.

    A programação avalia o diagnóstico da obesidade como emergência sanitária, critérios éticos terapêuticos e o emprego de cirurgia metabólica e medicamentos da classe GLP-1. O encontro também aborda a identificação precoce do diabetes mellitus tipo 1 e a incorporação de recursos assistenciais para pacientes pediátricos.

    Os debates incluem os gargalos no Sistema Único de Saúde (SUS), a judicialização de demandas médicas e dificuldades na distribuição de fármacos destinados a doenças endócrinas crônicas e raras.

    De acordo com o coordenador da Câmara Técnica de Endocrinologia e Metabologia do CFM, Bruno Leandro de Souza, o país registra cerca de 17 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 19 anos com excesso de peso. O índice coloca o Brasil na sétima posição mundial em proporção de jovens com sobrepeso ou obesidade.

    Com informações de Noticias do CFM (Conselho Federal de Medicina).

  • Estudo propõe Sistema Único de Mobilidade para bancar tarifa zero

    Estudo propõe Sistema Único de Mobilidade para bancar tarifa zero

    O Instituto Pólis divulgou um estudo sobre a viabilidade da tarifa zero no transporte público brasileiro. O material aponta a criação de um Sistema Único de Mobilidade como alternativa para bancar a gratuidade de forma integrada.

    Elaborado com apoio da Fundação Rosa Luxemburgo, o documento intitulado “Não existe almoço grátis” reúne 15 argumentos sobre o tema. O texto defende um modelo de financiamento coletivo e progressivo, no qual quem tem maior capacidade econômica contribui mais para cobrir os custos operacionais.

    A pesquisadora do instituto Clareana Cunha afirma que o objetivo é retirar o peso exclusivo da tarifa das pessoas de menor renda. “A perspectiva é de um financiamento coletivo, estável, progressivo, com maior contribuição de quem tem maior capacidade econômica para pagar”, disse Cunha.

    Um levantamento citado no estudo mostra que 151 municípios brasileiros adotam a tarifa zero atualmente. Desse total, 17 cidades possuem mais de 100 mil habitantes, o que demonstra a aplicação do modelo fora de pequenos centros urbanos.

    Para Cunha, a estrutura necessária para sustentar o serviço exige a articulação entre União, estados e municípios, em formato semelhante ao Sistema Único de Saúde. A pesquisadora reforça que a mobilidade é um direito previsto na Constituição e depende dessa integração federativa para ser viabilizada.

    Com informações de Brasil de Fato.

    Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil | Licença: Creative Commons Attribution 3.0 Brasil

  • Ministério da Saúde planeja ações do SUS para o El Niño

    O Ministério da Saúde apresentou nesta quarta-feira (23/9) um plano de preparação do Sistema Único de Saúde (SUS) para os impactos climáticos do fenômeno El Niño. A estratégia foi detalhada durante roda de conversa virtual com pesquisadores, conselhos e movimentos sociais.

    O governo federal estabeleceu uma janela de maior atenção com duração de outubro até março de 2027. As medidas consideram previsões meteorológicas, histórico de desastres e a capacidade de resposta de cada região do país.

    Para o Sul, onde há maior risco de inundações e temporais, o plano inclui o reforço da Força Nacional do SUS em Porto Alegre e atuação de Centros de Informação em Saúde e Clima na capital gaúcha e em Curitiba. A região também terá planos de contingência e linhas de cuidado em saúde mental pós-desastre.

    No Sudeste e no Nordeste, o foco preventivo mira ondas de calor, com zonas de resfriamento, pontos de hidratação e a ferramenta Mapa de Calor Extremo. O Nordeste terá ainda bases da Força Nacional do SUS em Salvador, Recife e Fortaleza para enfrentar a estiagem severa, com remessa antecipada de medicamentos. No Sudeste, a Força Nacional atuará no Rio de Janeiro, com apoio de um Centro de Informação em Saúde e Clima em Belo Horizonte.

    As regiões Norte e Centro-Oeste terão estruturas voltadas ao combate aos efeitos de secas e queimadas. As equipes da Força Nacional contarão com bases em Porto Velho, Manaus, Belém, Campo Grande e Brasília, além do Painel de Poluição Atmosférica e Saúde Humana e de centros informativos em Santarém, Belém e Cuiabá.

    Na Amazônia, o ministério apontou reforço na atenção básica entre 2023 e 2026. O período registrou avanço de 24,9% nas equipes de saúde, ampliação de 24,6% na frota de Unidades Básicas de Saúde (UBS) Fluviais e salto de 95% na cobertura populacional atendida por equipes de Saúde da Família e Saúde da Família Ribeirinha.

    O secretário-executivo substituto da pasta, Nilton Pereira Júnior, afirmou que a prioridade é a assistência ágil nos municípios. “O Governo Federal tem o papel de dialogar, estabelecer parcerias e oferecer apoio técnico e financeiro aos estados e municípios”, disse.

    Com informações de Agencia Gov.

  • Ministério da Saúde cria plano no SUS para o El Niño 2026-2027

    O Ministério da Saúde apresentou um plano de preparação do Sistema Único de Saúde (SUS) para enfrentar os impactos climáticos do fenômeno El Niño entre outubro de 2026 e março de 2027.

    O planejamento foi detalhado durante reunião virtual com lideranças sociais, pesquisadores e representantes regionais na quarta-feira (23/9). O período de maior atenção abrange seis meses e estabelece medidas específicas para as vulnerabilidades de cada região do país.

    Para a Região Sul, onde há previsão de temporais e inundações na primavera, o ministério reforçou a Força Nacional do SUS em Porto Alegre. A estrutura inclui centros de informação sobre saúde e clima na capital gaúcha e em Curitiba, além de planos de contingência e atendimento em saúde mental pós-desastre.

    No Nordeste e no Sudeste, o foco das ações se concentra no combate ao calor extremo e às estiagens. O plano prevê mapas de monitoramento térmico, zonas de resfriamento, pontos de hidratação e envio prévio de remédios, com bases da Força Nacional em Salvador, Recife, Fortaleza e Rio de Janeiro, além de centro informativo em Belo Horizonte.

    As regiões Norte e Centro-Oeste terão foco na estiagem, queimadas e incêndios florestais. O governo manteve bases da Força Nacional em Manaus, Belém, Porto Velho, Campo Grande e Brasília, aliadas ao Painel de Poluição Atmosférica e Saúde Humana e a unidades de monitoramento em Santarém, Belém e Cuiabá.

    Na Amazônia, a estrutura de atendimento básico registrou aumento de 24,9% nas equipes de saúde e de 24,6% na frota de Unidades Básicas de Saúde Fluviais entre 2023 e 2026. O contingente de moradores vinculados às equipes de Saúde da Família e Saúde da Família Ribeirinha cresceu 95% no período.

    Segundo o secretário-executivo substituto da pasta, Nilton Pereira Júnior, a atuação federal prevê repasses e suporte operacional imediato aos municípios. “O governo federal tem o papel de dialogar, estabelecer parcerias e oferecer apoio técnico e financeiro aos estados e municípios”, declarou.

    Com informações de Noticias do Ministerio da Saude.

  • Brasil defende na ONU tratamento gratuito e universal contra o HIV

    O Brasil defendeu na Organização das Nações Unidas o fortalecimento dos sistemas públicos de saúde e a cooperação internacional para garantir o tratamento universal e gratuito contra o HIV nesta quinta-feira (24).

    A declaração foi feita pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, durante a 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. O representante participou de encontro promovido pelo UNAIDS sobre a sustentabilidade da resposta global à doença.

    Massuda apresentou a experiência do Sistema Único de Saúde (SUS), pioneiro mundial na oferta pública de medicamentos contra o vírus. Segundo ele, manter essa resposta exige apoio contínuo para negociação de preços justos e transferência de tecnologias entre países.

    “Construir e manter esse sistema, assim como sustentar nossa resposta ao HIV, exige decisões políticas e programáticas conscientes todos os dias”, afirmou o secretário-executivo.

    O representante apontou que a estratégia brasileira começou a ser desenhada nos anos 1980, durante a redemocratização, com apoio direto da sociedade civil. O plano atual busca integrar as ações de HIV, tuberculose, hepatites virais e infecções sexualmente transmissíveis na rede básica.

    Massuda também citou a necessidade de direcionar o atendimento a migrantes, jovens e idosos, além de considerar efeitos das mudanças climáticas na saúde. Como exemplo multissetorial, mencionou o Programa Brasil Saudável, que articula o Ministério da Saúde com outras dez pastas federais.

    A comitiva encerra os compromissos em Nova York nesta sexta-feira (25), após debates iniciados na quarta-feira (23) sobre acesso a medicamentos, menopausa e atenção a doenças raras.

    Com informações de Noticias do Ministerio da Saude.

  • Ministério da Saúde debate modelo britânico para negociar preços

    O Ministério da Saúde e a agência britânica NICE reuniram-se em Brasília nesta semana para discutir modelos de negociação de preços e incorporação de tecnologias no Sistema Único de Saúde (SUS).

    O encontro integra uma cooperação internacional assinada em dezembro de 2025 entre o governo brasileiro e o órgão britânico, voltada a estruturar o recém-criado comitê de negociação de preços do SUS.

    A meta principal é utilizar dados de custo-efetividade, segurança e impacto orçamentário levantados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) para obter melhores acordos comerciais na compra de remédios e insumos.

    Segundo a diretora do Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde (DGITS), Luciene Bonan, a troca de experiências aproveita os mais de 25 anos de atuação do NICE na área. “Foram dois dias em que o NICE fez uma oficina de simulação de negociação de preço e trouxe informações técnicas e práticas”, afirmou a diretora.

    O diretor do NICE Advice, Brad Groves, destacou a cooperação britânica com o National Health Service (NHS). “Esperamos poder compartilhar um pouco das lições sobre como desenvolvemos essas diferentes equipes e como elas trabalham juntas agora”, disse Groves.

    O diretor associado do NICE, David Thompson, frisou a relevância de desenhar contratos de desconto com base técnica para agilizar a entrega de tratamentos. “O objetivo principal é garantir que a negociação comercial não interrompa os cronogramas de acesso, permitindo que a recomendação se transforme em benefício real na ponta para o paciente”, avaliou.

    Durante a oficina, os técnicos debateram critérios de triagem para escolher quais produtos vão à mesa de negociação, simulações de prazos, impasses com fornecedores e modelos matemáticos para os acordos.

    Com informações de Noticias do Ministerio da Saude.

  • Ministério da Saúde expõe iniciativas do SUS em evento da ONU

    O Ministério da Saúde apresentou na ONU, nesta quarta-feira (23/9), em Nova York, ações do SUS voltadas ao cuidado da menopausa na Atenção Primária e ao atendimento de pessoas com doenças raras.

    A exposição ocorreu durante eventos da Semana de Alto Nível da 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas. Os debates abordaram a qualificação profissional para a assistência a mulheres e a ampliação de diagnósticos.

    No campo da saúde feminina, o governo brasileiro destacou a elaboração de diretrizes nacionais e o treinamento de equipes para a fase de transição menopausal. A proposta busca consolidar o acolhimento dentro da rede pública básica.

    Para as enfermidades raras, a pasta informou que a rede do SUS possui 60 serviços habilitados com base na política nacional instituída em 2014. Os atendimentos incluem triagem neonatal e exames de sequenciamento genético.

    As discussões também trataram de modelos para viabilizar tratamentos de alto custo sem comprometer o orçamento da saúde. O Brasil citou o acordo de compartilhamento de risco firmado para o fornecimento do remédio Zolgensma, indicado contra a atrofia muscular espinhal (AME).

    A pasta manifestou ainda a intenção de expandir parcerias internacionais por meio da cooperação Sul-Sul. O plano prevê troca de experiências em triagem neonatal, estruturação de redes assistenciais e transferência tecnológica para produção local.

    Com informações de Correio Braziliense.

  • Ministério da Saúde leva à ONU ações do SUS para menopausa e raras

    O Ministério da Saúde apresentou na ONU experiências do SUS sobre atenção à menopausa e assistência a pessoas com doenças raras. A exposição ocorreu nesta quarta-feira (23), em Nova York, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas.

    O secretário-executivo da pasta, Adriano Massuda, detalhou as ações brasileiras em eventos paralelos da 81ª sessão da Assembleia Geral. Os debates abordaram a integração dos cuidados na Atenção Primária à Saúde e a inclusão das doenças raras na cobertura universal.

    Na agenda voltada às mulheres, Massuda destacou a elaboração de diretrizes nacionais e o treinamento de equipes para qualificar o acolhimento. “O cuidado equitativo exige reconhecer as diferentes realidades vivenciadas pelas mulheres e responder às suas necessidades de forma integral e centrada na pessoa”, afirmou o secretário-executivo.

    No encontro sobre doenças raras promovido pela Rare Diseases International, a comitiva brasileira reforçou a importância do diagnóstico precoce e do acesso a terapias avançadas. Massuda citou a oferta do sequenciamento completo do exoma na rede pública e o modelo de compartilhamento de risco para o medicamento Zolgensma, indicado contra a atrofia muscular espinhal.

    A rede pública brasileira conta com 60 serviços habilitados dentro da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doenças Raras, criada em 2014. No cenário internacional, a Organização Mundial da Saúde aprovou em 2025 uma resolução que definiu um plano de ação global de dez anos para o setor.

    A delegação também participou de debate promovido pelo Unaids sobre a produção regional de medicamentos contra o HIV. As atividades do ministério em Nova York continuam até esta sexta-feira (25).

    Com informações de Noticias do Ministerio da Saude.

  • Haddad defende o SUS e propõe atendimento para vício em apostas

    Fernando Haddad (PT), candidato ao governo paulista, defendeu a ampliação do Sistema Único de Saúde (SUS) nesta quarta-feira (23). Em entrevista ao Flow Podcast, ele definiu a rede como uma “grande conquista do Brasil”.

    Durante a transmissão, o petista sustentou que as instituições públicas do país e o modelo estatal de atendimento médico devem ser preservados e fortalecidos.

    Neste mês, Haddad detalhou propostas para a saúde no estado que pretendem diminuir a espera por consultas, cirurgias e exames, além de aumentar o emprego de recursos tecnológicos.

    O programa do candidato sugere ainda a abertura de um canal de atendimento na rede pública voltado a pessoas com transtornos decorrentes de apostas online.

    Com informações de Tribuna do Agreste.

  • SasiSUS completa 27 anos com atendimento a 821 mil indígenas

    O Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS) completa 27 anos nesta quarta-feira (23). Criado pela Lei Arouca em 1999, o modelo integra o Sistema Único de Saúde (SUS) e atende atualmente 821.314 indígenas em todo o país.

    A estrutura é coordenada pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e reúne 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei), 70 Casas de Apoio à Saúde Indígena (Casai), 1.211 Unidades Básicas de Saúde Indígena e 388 Polos Base. Mais de 22 mil trabalhadores atuam no atendimento direto às comunidades.

    O marco ocorre durante uma agenda oficial no México, onde o Brasil apresenta o modelo de cooperação bilateral na área. Segundo a secretária de saúde indígena do Ministério da Saúde, Lucinha Tremembé, a data celebra “uma trajetória construída com a participação social” que considera as especificidades de cada povo e território.

    Com informações de Noticias do Ministerio da Saude.