Atualizado às 15:12
A taxa de jovens de 18 a 24 anos que não trabalham nem estudam no Brasil caiu para 22,4% em 2024, segundo dados do relatório Education at a Glance 2026 apresentados pelo Ministério da Educação nesta terça-feira (29/9).
O recuo foi de 4,4 pontos percentuais em relação a 2016, quando o índice era de 26,8%. A diminuição registrada no país representa quase o dobro da média observada nos membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 2,3 pontos.
Entre os jovens de 25 a 34 anos, a fatia com o ensino médio como nível máximo de formação atingiu 50,1% em 2024, contra 45,8% em 2016. No mesmo intervalo, a proporção de pessoas nessa faixa etária sem o ensino médio caiu de 35% para 25,8%, enquanto o grupo com ensino superior avançou de 19,2% para 24,2%.
No grupo de 25 a 64 anos, 39,6% dos brasileiros tinham o ensino médio como formação mais alta em 2024, patamar próximo aos 38,7% da média da OCDE. Na educação superior, a proporção nacional ficou em 22,3%, diante de 42,6% na média do bloco econômico.
Os investimentos governamentais em educação no Brasil somaram 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023, superando a média de 4% da organização. No período de 2015 a 2023, as despesas públicas brasileiras no setor recuaram de 5,5% para 4,6% do PIB.
Com foco na escassez docente, o levantamento apontou que 9% dos professores brasileiros não possuem qualificação plena, índice alinhado aos 9,1% apurados na OCDE. O ministro da Educação, Leonardo Barchini, ressaltou ações como o Mais Professores para o Brasil e informou que o Pé-de-Meia Licenciaturas elevou em 106% as matrículas de estudantes com alto desempenho no Enem de 2024 a 2026.
Com informações de Noticias do MEC e Agencia Gov.
Foto: TSE | Licença: Dominio Publico

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