Atualizado às 16:46
A ampliação da produção da terapia celular CAR-T no Ceará adotará o modelo Point-of-Care, com a instalação de laboratórios modulares próximos aos locais de atendimento. A estrutura busca reduzir custos logísticos e agilizar o início do tratamento dos pacientes no Sistema Único de Saúde (SUS).
A unidade cearense é a segunda do tipo no país. A primeira planta de desenvolvimento e produção dessa terapia celular começou a funcionar em maio deste ano, no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), no Rio de Janeiro.
No Ceará, o Ministério da Saúde e o governo estadual destinaram recursos para a unidade da Fiocruz localizada no município de Eusébio. O centro atuará em cooperação com a HU Brasil, a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa).
O projeto utilizará a tecnologia duoCAR-T triespecífico, transferida pela organização Caring Cross. O sistema foi desenhado para atacar simultaneamente três antígenos tumorais, com a meta de oferecer respostas clínicas mais duradouras contra leucemias e linfomas.
A estratégia nacional para terapias avançadas inclui ainda a realização de ensaios clínicos com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). No estado, a área de testes clínicos funcionará no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), com foco inicial em pacientes do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC).
A produção do vetor lentiviral necessário para a alteração genética dos linfócitos T será feita na fábrica de Bio-Manguinhos, na mesma estrutura aproveitada para vacinas contra a Covid-19.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil | Licença: Creative Commons Attribution 3.0 Brasil

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