Fiocruz defende na ONU produção local de vacinas contra pandemias

A Fiocruz e o Ministério da Saúde defenderam o fortalecimento da produção local de vacinas e medicamentos e o acesso igualitário a tecnologias durante a 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.

Os debates ocorreram na Semana de Alto Nível da Assembleia, encerrada nesta terça-feira (29/9). A agenda reuniu discussões sobre resposta a futuras emergências sanitárias, financiamento internacional, enfrentamento a mudanças climáticas e combate à desinformação.

Em encontro focado em estratégias de preparação, a vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Priscila Ferraz, ressaltou a importância de estruturar a indústria pública com antecedência. “Em nível estratégico, é essencial construir capacidades sustentáveis de produção e inovação nos âmbitos local e regional”, declarou Ferraz ao citar o histórico nacional de enfrentamento à Covid-19.

A dirigente destacou avanços brasileiros como a plataforma de mRNA para ensaios clínicos e a expansão fabril de diagnósticos e imunizantes. A instituição também foi designada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como polo de treinamento regional em bioprodução para as Américas.

A delegação brasileira integrou ainda o lançamento do relatório do Painel de Alto Nível sobre a Reforma da Arquitetura e Governança da Saúde Global, no âmbito da iniciativa Accra Reset. O encontro reuniu lideranças internacionais, incluindo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, para tratar de soberania produtiva e regulação.

Em outros painéis da cúpula, a assessora da Fiocruz Paula Reges debateu a experiência no combate à dengue e as lições deixadas por crises recentes. Reges defendeu a autonomia científica e a valorização do conhecimento local para assegurar o fornecimento contínuo de insumos de saúde à população.

Com informações de Agencia Fiocruz de Noticias.

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