O Ministério da Saúde e a Fiocruz firmaram nesta terça-feira (29), em Fortaleza, um acordo para instalar no Ceará o segundo laboratório modular do país voltado à produção da terapia celular CAR-T contra o câncer.
A nova estrutura descentraliza a produção do tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS), com a meta de diminuir gastos logísticos e encurtar o intervalo entre a coleta e a reinfusão celular. A primeira unidade brasileira do modelo começou a funcionar em maio no Rio de Janeiro, no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos).
A parceria reúne o governo cearense, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares e a Universidade Federal do Ceará. A unidade desenvolverá a tecnologia duoCAR-T triespecífica, direcionada inicialmente ao tratamento de leucemias e linfomas ao reconhecer três antígenos tumorais simultaneamente.
A modificação genética dos linfócitos usará vetor lentiviral fabricado na infraestrutura de Bio-Manguinhos. A iniciativa nacional tenta reduzir a dependência externa e baratear a terapia, cujo valor nos Estados Unidos varia de US$ 350 mil a US$ 400 mil por aplicação.
Durante o evento no Palácio da Abolição, o ministro Alexandre Padilha defendeu a oferta pública de tratamentos avançados. “Inovação sem acesso nem deveria se chamar inovação. Inovação sem acesso é injustiça, porque aumenta as disparidades entre quem tem acesso e quem não tem”, declarou.
Ainda em viagem ao estado, Padilha visitou a Santa Casa de Misericórdia de Sobral, hospital filantrópico com 433 leitos que atende 55 municípios. A instituição somou 10.107 internações e mais de 223 mil atendimentos ambulatoriais pelo SUS de janeiro a julho de 2026.
Com informações de Noticias do Ministerio da Saude.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil | Licença: Creative Commons Attribution 3.0 Brasil

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