O Ministério da Saúde solicitou à Conitec a avaliação para incorporar canetas emagrecedoras ao SUS nesta segunda-feira (28/9). A pasta prevê gastar cerca de R$ 1,5 bilhão por ano para distribuir os medicamentos contra a obesidade gratuitamente.
Com o ganho de escala pública e a fabricação no Brasil, o governo projeta obter descontos de 80% a 90% na aquisição dos itens. No varejo farmacêutico, os preços já recuaram perto de 70% em menos de um ano.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou 16 novos produtos da categoria em 2026, entre genéricos e similares, após chamamento conjunto com a pasta federal. Ao menos quatro dessas opções contam com produção em território nacional.
O total de pacientes que utilizam essas terapias saltou de aproximadamente 400 mil para mais de 750 mil por mês no país, segundo dados da Anvisa.
De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o foco do fornecimento está no impacto clínico a longo prazo. “Não estamos falando de incorporar um milagre estético”, afirmou Padilha, ao citar a redução esperada em cirurgias bariátricas e internações cardiovasculares.
A iniciativa acompanha diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) para tratamentos baseados em GLP-1 associados a hábitos saudáveis. Em paralelo, o ministério destinou R$ 80,7 milhões para credenciar 582 novas unidades do programa Academia da Saúde em 448 municípios.
Com informações de Noticias do Ministerio da Saude.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil | Licença: Creative Commons Attribution 3.0 Brasil

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